Estado ocupa a nona posição nacional em crescimento do desenvolvimento humano e supera São Paulo e Rio de Janeiro no ritmo de recuperação do indicador.
A Paraíba conquistou destaque no cenário nacional ao registrar o segundo maior avanço do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os estados do Nordeste no período pós-pandemia. O resultado coloca o estado na nona posição do ranking brasileiro de crescimento do indicador.
Os dados integram o estudo Radar IDHM, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), organismo vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira (3), a Paraíba apresentou crescimento de 0,057 ponto no indicador durante a recuperação pós-pandemia, ficando atrás apenas da Bahia entre os estados nordestinos. O desempenho superou o avanço registrado por estados economicamente mais fortes, como São Paulo e Rio de Janeiro.
O governador Lucas Ribeiro (PP), comemorou o resultado por meio das redes sociais e destacou que o avanço do estado nos indicadores de desenvolvimento humano reforça o compromisso de seguir trabalhando pela Paraíba.
O Índice de Desenvolvimento Humano considera três dimensões fundamentais para avaliar as condições de vida da população: educação, renda e longevidade. Quanto mais próximo de 1, melhor o resultado.
Recuperação e desenvolvimento
Os números refletem a recuperação dos indicadores sociais e econômicos após os impactos provocados pela pandemia de Covid-19.
Em 2024, a Paraíba alcançou IDHM de 0,760, permanecendo na faixa de alto desenvolvimento humano.
No cenário nacional, o Brasil também apresentou evolução significativa, alcançando 0,805 em 2024, o maior resultado de sua série histórica e suficiente para atingir a classificação de muito alto desenvolvimento humano.
Desafios permanecem
Apesar dos avanços, os resultados também reforçam a importância da continuidade das políticas públicas voltadas à educação, à saúde, à geração de emprego e renda e à redução das desigualdades sociais.
O desempenho paraibano representa um avanço na recuperação pós-pandemia, embora o estado ainda enfrente desafios para ampliar a qualidade de vida da população e reduzir as diferenças socioeconômicas.

