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A 16 dias do segundo turno, Lula zera imposto federal da gasolina e amplia subsídio aos combustíveis

Medidas anunciadas pelo governo federal têm impacto estimado de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas e ocorrem em plena disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A 16 dias do segundo turno das eleições presidenciais, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta sexta-feira (9), um pacote de medidas para reduzir a tributação sobre combustíveis e ampliar os subsídios ao setor. Entre as iniciativas está a redução a zero dos impostos federais sobre a gasolina, em uma decisão que ocorre na reta final da disputa pela Presidência da República.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o pacote terá impacto estimado de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas. A desoneração da gasolina corresponde a R$ 0,89 por litro em tributos federais. O governo também renovou o benefício para o etanol, equivalente a R$ 0,19 por litro, e anunciou incentivos à importação de óleo diesel.

Governo aponta pressão internacional sobre os preços

A justificativa apresentada pelo governo está relacionada à instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravada pelos efeitos da guerra no Irã. A elevação das cotações internacionais tem pressionado os custos dos combustíveis e provocado preocupação com possíveis reflexos sobre a inflação.

A decisão representa uma mudança na condução da política de subsídios, uma vez que a equipe econômica vinha defendendo a retirada gradual dos benefícios fiscais concedidos ao setor.

Anúncio ocorre na reta final da campanha

Além dos efeitos econômicos, o momento escolhido para o anúncio coloca a medida no centro do debate político nacional.

Lula disputa o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), em eleição marcada para o próximo dia 25 de outubro.

A redução da carga tributária sobre combustíveis, um dos itens que influenciam diretamente o orçamento das famílias e os custos de transporte, ocorre em um período de intensa mobilização eleitoral.

Apesar da desoneração, a redução efetiva dos preços nas bombas dependerá do repasse ao consumidor, das margens de distribuição e revenda e das condições do mercado.

O impacto fiscal do pacote também deverá entrar na discussão sobre o equilíbrio das contas públicas e a manutenção dos subsídios após as eleições.

Com informações da Folha de S.Paulo

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