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Após operação da PF, secretário do Procon-JP pede exoneração para se dedicar à defesa; ele e deputado citado negam envolvimento

A Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (29), provocou mudanças na administração municipal de João Pessoa e repercussão no meio político paraibano. Júnior Pires, então secretário do Procon-JP, pediu exoneração do cargo para se dedicar à sua defesa. Tanto ele quanto o deputado estadual Caio Roberto (MDB), também citado no âmbito da operação, negam envolvimento nas irregularidades investigadas.

Júnior Pires havia sido afastado cautelarmente do cargo por determinação da Justiça Eleitoral. Posteriormente, apresentou pedido de exoneração, que foi aceito pelo prefeito Leo Bezerra.

Segundo a defesa, a saída permitirá que Júnior Pires concentre seus esforços nos esclarecimentos relacionados à investigação. Os advogados negam qualquer vínculo do ex-secretário com organização criminosa e também rechaçam a existência de negociação de apoio político com integrantes de facção.

Caio Roberto também nega envolvimento

O deputado estadual Caio Roberto também se manifestou após ser alvo de mandado de busca e apreensão.

O parlamentar negou participação em ilícitos eleitorais ou ligação com organização criminosa e afirmou ter colaborado com o cumprimento da determinação judicial. Caio Roberto informou ainda que seguirá normalmente com suas atividades de campanha.

O que investiga a PF

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Zona de Influência apura uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de organização criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.

A investigação busca esclarecer se teriam ocorrido contrapartidas em troca desse eventual apoio, incluindo pagamentos, custeio de despesas e tratativas relacionadas a cargos ou empregos públicos.

Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Eleitoral.

R$ 220 mil apreendidos

A Polícia Federal informou ainda a apreensão de aproximadamente R$ 220 mil em espécie durante o cumprimento das medidas judiciais.

A origem dos recursos e sua eventual relação com os fatos investigados deverão ser esclarecidas no decorrer das investigações.

A operação está em andamento e o material recolhido durante as buscas será analisado pelos investigadores. O cumprimento de mandados e a existência de investigação não representam condenação, e as responsabilidades individuais ainda serão apuradas.

Júnior Pires e Caio Roberto negam envolvimento nas irregularidades investigadas.

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