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Justiça da Paraíba manda soltar delegado e agentes réus por suposto esquema ligado ao tráfico de drogas

A Justiça da Paraíba determinou, nesta sexta-feira (25), a soltura do delegado Braz Morroni de Paiva Júnior, de policiais civis e de outros réus investigados no âmbito da Operação Pérfidus, que apura um suposto esquema envolvendo agentes públicos e pessoas ligadas ao tráfico de drogas.

Os investigados estavam presos preventivamente desde junho, quando a operação foi deflagrada em João Pessoa. Posteriormente, a Justiça recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), tornando os investigados réus em ação penal.

A investigação apura suspeitas de que policiais teriam atuado em conjunto com integrantes do tráfico no desvio de entorpecentes. Segundo as acusações apresentadas pelo Ministério Público, parte das drogas teria sido retirada de depósitos e posteriormente reinserida no comércio ilegal. As imputações ainda serão analisadas pela Justiça e não representam condenação dos acusados.

Medidas cautelares

Ao determinar a soltura, o juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.

Entre as determinações estão o comparecimento periódico à Justiça, a proibição de contato com testemunhas e corréus, restrições de acesso a unidades da Polícia Civil e a proibição de deixar a Comarca de João Pessoa sem autorização judicial.

Os policiais também permanecem afastados de suas funções.

A decisão representa uma mudança em relação ao entendimento adotado anteriormente no processo, quando a Justiça havia mantido as prisões preventivas diante da gravidade das acusações e dos riscos apontados durante a investigação.

Operação Pérfidus

Deflagrada em junho, a Operação Pérfidus investiga um suposto esquema criminoso envolvendo policiais civis e pessoas ligadas ao tráfico de drogas.

Entre os principais investigados estão o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito.

O Ministério Público atribui aos investigados diferentes condutas dentro do suposto esquema. As defesas têm direito de contestar as acusações e apresentar provas durante a instrução do processo.

Com a nova decisão, os réus poderão responder à ação penal em liberdade, desde que cumpram as medidas cautelares impostas pela Justiça.

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