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Após repercussão e MP abrir investigação, vereador recua e admite erro por defender cobrança de voto de servidores

Após a forte repercussão de suas declarações e a abertura de procedimento pelo Ministério Público Eleitoral, o vereador Roberto Cândido (União Brasil), de Junco do Seridó, reconheceu que errou ao defender que o prefeito Paulo Fragoso (PSB) cobrasse apoio eleitoral de servidores municipais.

O parlamentar voltou à tribuna da Câmara Municipal na quinta-feira (10) e afirmou que utilizou palavras inadequadas ao tratar do assunto.

“Reconheço que usei palavras inadequadas. Não tenho nenhum problema em dizer que errei. O voto é livre, todo cidadão tem o direito de escolher o candidato que quiser”, declarou Roberto Cândido.

A polêmica começou após discurso realizado na sessão do dia 3 de setembro. Na ocasião, o vereador defendeu que o prefeito chamasse servidores individualmente para apresentar os candidatos apoiados pelo grupo político. Em um dos trechos que repercutiram, chegou a afirmar que o gestor deveria “obrigar mesmo” os funcionários a votar.

Roberto Cândido também associou oportunidades de emprego concedidas pela administração municipal à expectativa de “gratidão” por meio do voto.

MP Eleitoral abre apuração

Diante da repercussão, o Ministério Público Eleitoral instaurou procedimento para apurar possíveis ilícitos eleitorais relacionados às declarações do parlamentar.

Segundo o MP, a investigação busca esclarecer se houve eventual constrangimento de servidores para apoiar candidaturas, exigência de participação em atos políticos, exposição de símbolos eleitorais ou vinculação da permanência no emprego ao apoio a determinados candidatos.

O órgão determinou que a Câmara Municipal encaminhe a gravação integral e a ata da sessão. A Prefeitura de Junco do Seridó também foi chamada a prestar esclarecimentos.

O material foi ainda encaminhado ao promotor eleitoral de Juazeirinho para análise de eventual repercussão criminal e à Procuradoria Regional do Trabalho da 13ª Região.

Prefeito nega pressão sobre servidores

O prefeito Paulo Fragoso também se manifestou após o episódio e negou ter pressionado ou orientado servidores municipais a votar nos candidatos apoiados por seu grupo político.

Em nota, a gestão afirmou que não compactua com atos destinados a constranger ou limitar a liberdade política dos servidores e da população.

O procedimento do Ministério Público ainda está em andamento e, até o momento, não representa conclusão sobre a existência de irregularidade, mas uma apuração dos fatos e das circunstâncias envolvendo as declarações.

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