O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu agir diretamente para tentar conter a escalada da crise interna que atinge a Corte. Nesta quarta-feira (9), o ministro suspendeu decisões envolvendo a cúpula da Polícia Federal e assumiu a condução de investigações relacionadas aos casos Banco Master e INSS.
Entre as medidas, Fachin suspendeu tanto a decisão de André Mendonça, que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, quanto a decisão de Flávio Dino, que posteriormente havia reconduzido o delegado ao comando da instituição.
O presidente do Supremo também marcou para 15 de setembro uma sessão plenária para que os ministros discutam a controvérsia envolvendo a direção da Polícia Federal.
A intervenção ocorre depois de uma sequência de decisões conflitantes entre integrantes da própria Corte. Mendonça havia afastado Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Na manhã desta quarta, Dino determinou a reintegração dos dois, aumentando ainda mais a tensão dentro do STF.
Fachin assume casos
Além de tentar encerrar a chamada “guerra de liminares”, Fachin decidiu assumir investigações relacionadas aos casos Banco Master e INSS, que estavam sob a condução de André Mendonça. A medida amplia a atuação direta da Presidência do STF na tentativa de estabelecer uma saída institucional para o impasse.
Mais cedo, Fachin já havia cancelado a sessão plenária prevista para esta quarta-feira, em meio ao agravamento das divergências entre os ministros. O episódio ocorre no contexto da crise provocada pela divulgação de mensagens envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além das acusações e questionamentos posteriores envolvendo Mendonça e a Polícia Federal.
A sucessão de decisões colocou Fachin no centro da tentativa de reorganizar institucionalmente o Supremo e impedir que o confronto entre ministros continue produzindo decisões contraditórias dentro da própria Corte.
Com informações da Folha de S.Paulo, UOL