Denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba foi aceita pela Justiça; investigação apura suposto esquema envolvendo desvio e comercialização de entorpecentes
A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e tornou réus investigados no âmbito da Operação Perfidus, que apura a suposta participação de agentes da Polícia Civil e outros envolvidos em um esquema relacionado ao tráfico de drogas.
Entre os denunciados estão o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e os policiais civis Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito.
Também figuram entre os réus José Alexandrino de Lira Júnior, João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza e Vanessa Dantas Fernandes.
Com o recebimento da denúncia, os investigados passam formalmente à condição de réus e responderão a uma ação penal. A decisão, no entanto, não representa condenação, e os acusados poderão apresentar suas defesas no decorrer do processo.
O que aponta a investigação
De acordo com a acusação apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o grupo é investigado por supostamente integrar uma organização criminosa armada envolvida no desvio de carregamentos de drogas e na posterior comercialização dos entorpecentes.
A investigação aponta ainda que agentes públicos teriam utilizado recursos e prerrogativas da própria estrutura policial, como viaturas, distintivos e acesso a informações privilegiadas, para facilitar a atuação do grupo.
O Ministério Público também apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro, envolvendo a ocultação ou dissimulação de valores supostamente provenientes das atividades ilegais.
Operação Perfidus
A Operação Perfidus foi deflagrada em uma ação conjunta do Gaeco/MPPB e da Polícia Civil da Paraíba, por meio da Draco e da Unintelpol.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de valores determinadas pela Justiça.
Ao aceitar a denúncia, a Justiça manteve medidas cautelares contra parte dos acusados. O processo seguirá agora para a fase de apresentação das defesas e posterior instrução criminal.
Os réus terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante toda a tramitação da ação penal.