Medida do Ministério da Fazenda é mais um desdobramento da Operação Arena, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal
O Ministério da Fazenda determinou, nesta quinta-feira (13), que a Pixbet suspenda o recebimento de novas apostas. A decisão ocorre horas após a deflagração da Operação Arena, realizada pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público para investigar um suposto esquema envolvendo lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal.
A decisão da Fazenda impede a empresa de aceitar novas apostas, mas determina que os usuários tenham acesso aos valores eventualmente existentes em suas contas. A medida também prevê o cancelamento de apostas em andamento e a devolução dos respectivos valores aos apostadores.
A determinação administrativa também alcança outras marcas ligadas à empresa, entre elas GanheiBet e Bet da Sorte. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 200 mil.
Operação Arena amplia pressão sobre a empresa
A Operação Arena cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados, incluindo a Paraíba. A investigação apura a utilização de estruturas empresariais no Brasil e no exterior, além de operações envolvendo criptoativos, que teriam sido utilizadas, segundo as autoridades, para ocultar patrimônio e movimentar recursos.
Entre os alvos esteve o empresário Ernildo Júnior de Farias Santos, apontado como proprietário da Pixbet. A operação também teve como alvo o advogado Nelson Wilians, que presta serviços jurídicos à empresa. O escritório informou que sua relação com a Pixbet é estritamente profissional.
As investigações ainda estão em andamento, e eventuais responsabilidades criminais dependerão da conclusão das apurações e das decisões da Justiça.
Impacto na Paraíba
A decisão do Ministério da Fazenda aumenta a repercussão política e econômica da operação na Paraíba. A Pixbet possui forte presença no Estado e a investigação ocorre em pleno período de preparação para as eleições de 2026.
O caso deverá continuar sendo acompanhado de perto, principalmente diante da possibilidade de novos documentos e informações surgirem a partir da análise do material apreendido pela Polícia Federal.
Até o momento, entretanto, não se deve atribuir envolvimento criminal a políticos ou outras pessoas apenas por eventual relação comercial, profissional ou institucional com a empresa ou seus proprietários.
A defesa da Pixbet informou que ainda não tinha acesso integral aos autos da investigação e que deverá se manifestar oportunamente.