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Pesquisa Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno


Pelo segundo mês consecutivo, o presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) abriu vantagem contra Flávio Bolsonaro (PL) em um potencial segundo turno das eleições presidenciais. Segundo a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), Lula apresenta 45% das intenções de voto. Já Bolsonaro, pela terceira vez seguida, demonstra queda, chegando a 37% das intenções de voto. Em abril, o senador tinha 42% na disputa direta com Lula.

No primeiro turno, a vantagem é ainda maior: 40% de Lula contra 28% de Flávio Bolsonaro. E uma possível “terceira via” vem ficando cada vez mais distante, com os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), não ultrapassando a marca dos 5% nas intenções de voto.

Um dos fatores que contribuiu para Lula aumentar sua vantagem sobre Flávio é a aprovação do seu governo. Pela primeira vez, desde dezembro de 2024, o governo Lula tem saldo positivo, com 48% de aprovação e 47% de desaprovação entre os entrevistados. Esses 48% também é o maior percentual de aprovação registrado em 2026.

Outro aspecto importante foi mapeado na edição de junho da pesquisa. Bolsonaro perdeu parte do apoio dos eleitores que se identificam como independentes e de direita “não bolsonaristas”, com uma queda expressiva nas intenções de voto.

O apoio da direita não bolsonarista ao pré-candidato do PL caiu de 90% para 82% entre abril e junho. Em maio, 31% dos independentes indicaram que votariam em Bolsonaro contra Lula. No mês seguinte, foram apenas 24% dos eleitores. Já o atual presidente saltou dos 29% das intenções de voto entre os independentes para 37%.

Contudo, em um eventual segundo turno, uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto. Segundo a Genial/Quaest, 14% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou poderiam se abste em uma disputa entre PT e PL, enquanto outros 4% se declaram indecisos. Na prática, isso significa que 18% do eleitorado permanece sem uma escolha definida para esse cenário.

Um dos resultados que chama a atenção é o desempenho de Renan Santos, pré-candidato do partido Missão e fundador do grupo político liberal-conservador Movimento Brasil Livre (MBL). Santos busca se apresentar como uma alternativa tanto a Lula quanto ao grupo político dos Bolsonaro e defende uma agenda ultraliberal inspirada nas propostas do presidente argentino Javier Milei.

Participando de sua primeira eleição, ele aparece tecnicamente empatado com Zema e Caiado — dois nomes consolidados da política nacional — com 3% das intenções voto. O percentual, ainda que muito baixo para passar para o segundo turno, está numericamente acima de Zema, governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos.

A pré-campanha de Renan Santos se baseia no forte uso das redes sociais, especialmente do formato de vídeos curtos. Ainda, tenta conquistar o voto da Geração Z com seus conteúdos, na maioria das vezes, com teor conservador. O resultado se mostra no crescimento de Santos em um hipotético cenário de segundo turno entre ele e Lula.

Desde abril, Renan pulou de 24% para 33% das intenções de voto contra o petista, que manteve seus 45% no período. O pré-candidato do MBL e do Missão encurtou uma distância de 20 pontos percentuais para apenas 12 pontos percentuais em três meses

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 10 e 13 de julho. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais (pp). A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-7181/2026).

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