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Mobilização nas ruas, disputa nas redes sociais e embates no TSE marcam reta final entre Lula e Flávio Bolsonaro

Campanhas intensificaram estratégias digitais, promoveram atos públicos e protagonizaram disputas judiciais antes do segundo turno presidencial.

A disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno, neste domingo (25), após três semanas de intensa mobilização política, com manifestações nas ruas, campanhas nas redes sociais e uma série de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os dois candidatos concentraram esforços na mobilização de apoiadores e na busca por votos de eleitores indecisos, em um cenário de empate técnico apontado pelas pesquisas divulgadas na véspera da votação.

Estratégias digitais ganham protagonismo

Na campanha de Lula, uma das principais mudanças foi a ampliação da presença nas plataformas digitais. O deputado federal André Janones (Rede-MG) liderou a criação do canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, que ultrapassou 10 milhões de participantes.

O presidente também passou a participar mais diretamente de vídeos e transmissões nas redes sociais, enquanto apoiadores organizaram manifestações em diferentes capitais.

Do lado de Flávio Bolsonaro, a campanha contou com a participação de influenciadores e parlamentares ligados à direita, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG). O influenciador Pablo Marçal também participou da estratégia digital do candidato.

A equipe de Flávio criou a chamada “Tropa do Flávio”, em contraponto à mobilização digital organizada por apoiadores de Lula.

Disputas chegam à Justiça Eleitoral

O crescimento das campanhas digitais também provocou questionamentos judiciais.

O funcionamento dos canais de WhatsApp, a distribuição de conteúdos políticos e a atuação das plataformas digitais foram levados ao TSE pelas duas campanhas.

A Justiça Eleitoral aprovou novas regras para identificar quando canais administrados por apoiadores possuem vínculo efetivo com campanhas eleitorais.

A atuação da Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, também passou a ser questionada. A campanha de Lula apontou possíveis diferenças no tratamento de conteúdos políticos, enquanto representantes de Flávio contestaram iniciativas digitais favoráveis ao presidente.

A Meta negou favorecimento político e afirmou que o alcance das publicações depende do engajamento dos usuários.

Comparecimento às urnas entra no centro das atenções

Outro fator destacado por analistas políticos é a participação dos eleitores no segundo turno.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, a abstenção chegou a 21,08%, representando mais de 33,4 milhões de eleitores.

Na reta final, Lula e Flávio fizeram apelos para que os brasileiros comparecessem às urnas, independentemente das condições climáticas.

Com as últimas pesquisas apontando empate técnico, o resultado será definido pela votação deste domingo. A apuração começa após o encerramento da votação, às 17h, no horário de Brasília.

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