Com a disputa presidencial acirrada, campanhas tentam reduzir ataques e ajustar discursos para o confronto desta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno.
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) reformularam suas estratégias para o último debate presidencial, marcado para a noite desta sexta-feira (23), na TV Globo. O confronto é considerado decisivo pelas duas equipes diante do empate apontado pelas pesquisas eleitorais.
Após o primeiro encontro entre os candidatos, realizado pela Band e marcado por acusações e provocações, os dois grupos políticos avaliam que será necessário apresentar mais propostas e buscar uma comunicação capaz de conquistar eleitores indecisos.
Flávio tenta reduzir rejeição e priorizar propostas
A campanha de Flávio Bolsonaro decidiu orientar o candidato a adotar uma postura menos agressiva, evitando confrontos que possam ampliar sua rejeição.
O senador deverá concentrar suas intervenções em temas como segurança pública, economia, custo de vida e saúde. A estratégia é apresentar soluções para problemas cotidianos da população e ampliar o diálogo com eleitores de centro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participa da preparação do candidato, contribuindo para a construção de um discurso mais técnico e propositivo.
Lula busca evitar provocações e defender legado
Do outro lado, a equipe de Lula trabalha para evitar que o presidente se envolva em confrontos pessoais que possam comprometer a apresentação de suas propostas.
A orientação é destacar realizações do governo, defender programas sociais e apresentar compromissos para um eventual novo mandato.
O presidente também deverá explorar diferenças entre os projetos econômicos dos dois candidatos e abordar temas relacionados à proteção social e aos direitos dos trabalhadores.
Lula dedicou parte da quinta-feira (22) à preparação para o confronto, com a participação de integrantes de sua equipe política e de comunicação.
Globo estabelece regras mais rígidas
Uma das mudanças para o último debate será a restrição à movimentação dos candidatos pelo palco enquanto o adversário estiver falando.
A medida ocorre após reclamações sobre episódios registrados no encontro anterior, quando Flávio Bolsonaro se posicionou atrás de Lula durante algumas intervenções.
O debate terá quatro blocos de perguntas e respostas, incluindo temas previamente definidos e um espaço para perguntas livres.
Confronto pode influenciar reta final
Com a eleição marcada para domingo (25), as campanhas consideram o debate uma das últimas oportunidades de conquistar votos e reduzir resistências entre os eleitores.
A expectativa é de que economia, segurança pública, programas sociais e denúncias envolvendo os candidatos estejam entre os assuntos abordados.
O encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, após o Jornal Nacional.

