Operação Dirus investiga suspeitas de superfaturamento e fraudes em contratos públicos. Ação ocorre em cinco estados e envolve recursos destinados à saúde.
A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Dirus, que investiga suspeitas de desvio de R$ 15,6 milhões de recursos públicos destinados à saúde no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.
Na Paraíba, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada. Ao todo, a operação envolve 32 mandados distribuídos entre cinco estados: Paraíba, Sergipe, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.
As investigações apontam possíveis irregularidades na contratação de duas organizações sociais responsáveis pela administração de unidades de saúde, incluindo um hospital de campanha instalado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Segundo a Polícia Federal, há indícios de superfaturamento de serviços e subcontratação de empresas ligadas aos próprios gestores das organizações investigadas. As suspeitas abrangem contratos executados entre 2020 e 2026.
Bloqueio de R$ 15,6 milhões
A Justiça Federal também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 15,6 milhões, montante correspondente ao prejuízo estimado aos cofres públicos.
A investigação teve origem em auditoria da CGU, que identificou indícios de irregularidades na aplicação dos recursos públicos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual e os resultados das apurações, pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou oficialmente os nomes dos investigados nem detalhou a participação dos alvos localizados na Paraíba.