Um vídeo bem-humorado de Fábio Porchat sobre a sucessão de decisões, vazamentos e reviravoltas envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Master ganhou repercussão nas redes sociais e acabou chegando ao próprio plenário da Corte.
Na gravação, publicada no sábado (12), Porchat aparece de pijama e interpreta um jornalista exausto com a intensidade da cobertura política e jurídica. Em tom de sátira, reclama das novidades divulgadas durante a noite e do retrabalho provocado por decisões que mudam rapidamente.
O vídeo ganhou uma dimensão ainda maior nesta terça-feira (15), durante a sessão extraordinária do STF. Em meio aos debates, o ministro Flávio Dino perguntou ao presidente da Corte, Edson Fachin, se ele havia assistido à gravação de Porchat.
Dino afirmou que a situação retratada pelo humorista, embora dirigida aos jornalistas, também poderia ser aplicada à rotina dos próprios ministros diante da quantidade de processos, petições e decisões enfrentadas pela Corte. Fachin respondeu que ainda não havia conseguido assistir ao vídeo devido ao volume de trabalho.
A cena proporcionou um momento de descontração em uma sessão marcada por discussões intensas entre ministros e pela análise de questões relacionadas às mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
Ao transformar a tensão institucional em humor, Porchat conseguiu algo pouco comum: uma sátira produzida para as redes sociais atravessou a internet e foi parar no plenário da mais alta Corte do país.
O episódio também mostra como o caso Master e seus sucessivos desdobramentos ultrapassaram o ambiente jurídico e passaram a ocupar o debate público, a imprensa e as redes sociais.