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Justiça Eleitoral impõe multa ao prefeito de Cajazeiras por denegrir imagem de Chico Mendes

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba reverteu sentença de primeira instância da Justiça Eleitoral, impondo Tutela de Urgência, que proíbe o prefeito de Cajazeiras, José Aldemir Meireles, de realizar propaganda negativa contra o deputado estadual e pré-candidato a prefeito, Chico Mendes. A decisão foi proferida pela relatora Dra. Maria Cristina Paiva Santiago.

O caso foi motivado por José Aldemir ter veiculado propagandas eleitorais antecipadas negativas, distorcendo fatos e propagando notícias falsas com o intuito de manchar a reputação do deputado Chico Mendes. Durante entrevista a um programa de rádio local, Zé Aldemir fez várias acusações contra Chico Mendes, entre elas, de ser favorável ao feminicídio.

A relatora Dra. Maria Cristina Paiva Santiago destacou em sua decisão que as declarações de José Aldemir extrapolam os limites das críticas aceitáveis em disputas eleitorais, configurando-se como difamação e calúnia. A decisão determina que Zé Aldemir se abstenha de praticar tais atos sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para cada reincidência.

“A tutela requerida ampara-se na prática reiterada de conduta ilícita do atual Prefeito de Cajazeiras, José Aldemir Meireles, consubstanciada em propaganda eleitoral antecipada negativa contra o recorrente Chico Mendes, Deputado Estadual, consistente em pedido de não voto, ao aceno de que sua imagem estaria sofrendo ataques de cunho difamatório e calunioso,” afirmou a relatora.

A decisão foi recebida em Cajazeiras como uma importante vitória para Chico Mendes e seu grupo político, especialmente considerando o contexto das próximas eleições municipais, pois as constantes acusações de Zé Aldemir são vistas como uma tentativa de influenciar negativamente na campanha do pré-candidato a prefeito do PSB.

Observadores políticos acreditam que a decisão do TRE da Paraíba pode contribuir para que o clima da futura campanha eleitoral de Cajazeiras seja observado com mais rigor, garantindo a paridade entre os candidatos. A medida também serve como um alerta para a prática de propaganda negativa antecipada, reforçando a necessidade de respeito e ética nas disputas políticas.