André Mendonça é nomeado novo ministro da Justiça; Ramagem assume PF

André Mendonça é nomeado novo ministro da Justiça; Ramagem assume PF

O Diário Oficial da União desta terça-feira, 28, traz a nomeação de André Mendonça, que ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), como ministro da Justiça e Segurança Pública. O cargo estava vago desde a sexta-feira, 24, quando Sérgio Moro pediu demissão e acusou o presidente Jair Bolsonaro de ingerência na Polícia Federal.

Mendonça não estava entre os mais cotados para assumir a vaga que era de Moro. Outros nomes, como o de Jorge Oliveira, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, tinham mais força.

O substituto de Mendonça na AGU é José Levi Mello do Amaral Júnior, que até então atuava como procurador-geral da Fazenda Nacional.

A mesma edição do Diário Oficial traz a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, que era chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), como diretor-geral da Polícia Federal, em substituição a Maurício Valeixo.

Ramagen é próximo da família Bolsonaro e foi coordenador da segurança do então candidato durante as eleições de 2018, o que para a oposição reforça a tentativa do presidente de influenciar na atuação da PF, ponto central na saída de Moro. Questionado pelo fato, o presidente se saiu com um “e daí” na semana passada.

Ainda na noite de ontem o site The Intercept lançou outra possível polêmica. Revelou que, em antigas conversas do Ministério Público Federal em Curitiba vazadas no ano passado, os procuradores comentavam que o então delegado Alexandre Ramagem poderia ser um nome “ligado ao PT” e que estaria buscando “melar” a Lava Jato.

As denúncias de Moro levaram Celso de Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal, a autorizar investigação contra Bolsonaro. Mello disse que ninguém está acima da lei e deu 60 dias para a PF tomar depoimento do presidente (que pode ser por escrito). Pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha mostra que no embate entre Moro e Bolsonaro, 52% dos brasileiros acreditam no ex-ministro da Justiça e 20% no presidente.

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