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Prefeito interino de Cabedelo, José Pereira anuncia rompimento com a Lemon, terceirizada investigada na Operação Cítrico

O prefeito interino de Cabedelo, José Pereira (Avante), anunciou, na noite desta segunda-feira (11), durante o programa Hora H, da TV Norte, o cancelamento  do contrato da Prefeitura com a Lemon Terceirização e Serviços LTDA. A empresa é alvo de investigação da Operação Cítrico, da Polícia Federal e Ministério Público, que investiga a indicação de pessoas ligadas ao crime organizado para trabalhar no município. 
 
“Nós obedecendo ordens judiciais já iniciamos um processo de cancelamento. Junto, vamos começar o processo de urgência, onde uma nova empresa. Mas nós pedimos um prazo para transição”, adiantou, tranquilizando servidores contratados quanto à contratação.
 
Pereira, como é mais conhecido, também adiantou que a gestão municipal vai fazer uma “peneira”. “Se você tira uma certidão e tá tudo limpinho não justifica tirar a pessoa, mas se tiver qualquer indício nós não podemos fazer isso (renovar). Nós vamos obedecer a Justiça”, prometeu.
 
Mais cedo, a Lemon Terceirização e Serviços LTDA publicou nota informando que aguardava um posicionamento formal da Prefeitura. A terceirizada lamentou a possibilidade de suspensão e destacou a preocupação com os “impactos sociais da medida”.
 
A empresa tem mais de 700 contratados vinculados aos serviços prestados no município. A Lemon diz que não enxerga motivos para cancelamento contratual, ressaltando que sempre colaborou com as investigações.

Reportagem do Fantástico

Na noite desse domingo (10), uma reportagem exibida pelo programa Fantástico trouxe novos detalhes sobre o avanço do crime organizado em Cabedelo, revelando como integrantes do Comando Vermelho monitoravam a cidade por meio de câmeras clandestinas e mantinham influência dentro da estrutura pública municipal.

Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba, a facção criminosa comandava ações à distância a partir do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, a mais de dois mil quilômetros da cidade paraibana. Áudios interceptados mostram criminosos organizando um sistema de vigilância com cerca de 30 câmeras espalhadas por bairros e comunidades estratégicas.

As apurações apontam como principal liderança do esquema Flávio de Lima Monteiro, integrante da facção e apontado como responsável pela expansão criminosa no Nordeste. Contra ele existem mandados por tráfico de drogas, homicídios e organização criminosa. Fatoka fugiu do sistema prisional da Paraíba em 2018 e, após ser recapturado, rompeu a tornozeleira eletrônica em 2022, fugindo novamente para o Rio de Janeiro.

Mesmo distante, ele continuaria dando ordens para expansão territorial da facção, inclusive em bairros de João Pessoa, como o Bessa. Nas mensagens obtidas pelas autoridades, criminosos utilizavam o termo “ponteamento” para mapear áreas dominadas por facções.

As investigações também apontam infiltração do grupo criminoso na Prefeitura de Cabedelo por meio da empresa Lemon Terceirização e Serviços Ltda.. Segundo os investigadores, a empresa teria sido utilizada para contratação de indicados da facção, manutenção de funcionários fantasmas e desvio de recursos públicos. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 270 milhões.

Ainda conforme as apurações, os últimos quatro prefeitos da cidade passaram a ser investigados em operações relacionadas ao avanço do crime organizado e possíveis esquemas de corrupção.

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