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‘Talvez porque identifiquem em mim as pessoas com quem eu convivo, que incomodam na sociedade’, diz padre Julio sobre ataques

Há quase 40 anos, o padre realiza uma pastoral com menores abandonados e população em situação de rua. Em entrevista ao podcast O Assunto desta sexta-feira (5), padre Julio diz não saber o motivo de ter virado um personagem na boca do vereador e que as pessoas com quem convive incomodam a sociedade.

“Não sei. Talvez porque identifiquem em mim as pessoas com quem eu convivo. Que são pessoas incomodam na sociedade. Pessoas em situação de rua, pessoas dependentes químicas, pessoas que têm uma trajetória de vida mais difícil, uma existência mais lesada.”

Atuação do religioso em pastoral foi colocada no meio de uma disputa política depois que um vereador pediu a abertura de uma CPI para investigar a ação de ONGs que trabalham com a população de rua na cidade de São Paulo.

Em nota, ainda no dia de ontem, o Padre  esclareceu seu posicionamento em relação à recente instalação de uma CPI. Ele destacou que a criação de CPIs é uma prerrogativa do poder legislativo, respeitando suas atribuições legítimas. O objetivo desta CPI, conforme mencionado, é investigar e fiscalizar organizações não governamentais (ONGs) relacionadas à Cracolândia.

A informação é de Renan Dantas, da Assessoria de de Comunicação dos Padres da Caminhada, 04-01-2023. 

O Padre Júlio Lancellotti, salientou não pertencer a nenhuma Organização da Sociedade Civil ou ONG vinculada aos convênios com o Poder Público Municipal. Ele enfatizou que a atividade da Pastoral de Rua, uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo, não está associada às práticas sob investigação que motivaram a criação da CPI.

Padre Julio expressou seu posicionamento de forma fraterna, reforçando a distinção entre a Pastoral de Rua e as atividades que constituem o foco da CPI.

Veja a nota oficial: