Vexame internacional gratuito: Bolsonaro ataca Bachelet e seu pai, torturado pela ditadura no Chile

Vexame internacional gratuito: Bolsonaro ataca Bachelet e seu pai, torturado pela ditadura no Chile
Imagem: Montagem Exame

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (04) que a a alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, se intromete na soberania e nos assuntos internos do Brasil e atacou o seu pai, que morreu após tortura em 1974.

A reação vem após a ex-presidente do Chile apontar um aumento da violência policial e uma redução do “espaço cívico e democrático” no país em resposta a um jornalista brasileiro durante entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

Bachelet apontou um aumento expressivo no número de mortes cometidas pela polícia no Rio de Janeiro e em São Paulo, o que é comprovado por números oficiais dos próprios estados, e destacou que eles ocorrem principalmente contra negros e moradores de favelas.

“Temos visto um aumento marcado na violência policial em 2019 em meio a um discurso público que legitima execuções sumárias e a uma ausência de responsabilização. Também estamos preocupados com algumas medidas recentes como a desregulamentação das regras de armas de fogo, e propostas de reformas para reforçar o encarceramento e levando à superlotação de prisões, aumentando ainda mais as preocupações de segurança pública”, disse.

“Obviamente, também é importante para nós quando ouvimos negações de crimes passados do Estado que se exemplificam com celebrações propostas do golpe militar, combinadas com um processo de transição jurídica que pode resultar em impunidade e reforçar a mensagem de que os agentes do Estado estão acima da lei e estão, na prática, autorizados a matar sem serem responsabilizados.”

Segundo Bolsonaro, Bachelet segue a mesma linha do presidente da França, Emmanuel Macron, com quem o líder brasileiro travou um embate sobre questões ambientais em decorrência de críticas do mandatário francês sobre o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia.

“Michelle Bachelet, comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”, escreveu Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

 

Fonte: Com informações da Exame

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