Superação: Afastado do trabalho, motorista por aplicativo na PB produz ‘protetores salivares’ para carros

Superação: Afastado do trabalho, motorista por aplicativo na PB produz ‘protetores salivares’ para carros

Afastado do trabalho por integrar o grupo de risco de contaminação para a Covid-19, Ialissom Medeiros de 31 anos, que é motorista por aplicativo, começou a produzir e vender “protetores salivares” para colegas de profissão. Confeccionado com material plástico, o produto funciona como um escudo que divide o espaço ocupado no carro por condutor e passageiros.

Ialissom nasceu em Campina Grande, se mudou para Minas Gerais e retornou para a cidade materna há pelo menos três meses. Para sustentar a família, ele começou a trabalhar como motorista por aplicativo.

Pouco tempo após a volta dele, o número de casos de infecção pelo novo coronavírus aumentou e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a situação de pandemia de Covid-19. Com medo de se contaminar e contagiar também a filha mais nova, de um ano e seis meses de idade, resolveu confeccionar o “protetor salivar”.

“A gente ficou morrendo de medo de entrar com a doença em casa”, disse Ialissom que está vivendo com a renda que é resultado da produção.

As habilidades com a nova habilidade foram herdadas do pai de Ialissom, que é estofador. A iniciativa agradou os clientes, que passaram a se sentir mais seguros durante as viagens.

Quando já usava a ferramenta no veículo de trabalho, a prefeitura de Campina Grande publicou um decreto determinado que motoristas de transporte por aplicativo deveriam circular com janelas abertas e aparelhos de ar-condicionado desligados.

Com o interior do carro exposto, colegas de profissão viram o protetor e começaram a encomodar o produto. Com alta demanda de pedidos, Ialissom resolveu arriscar, deixou de trabalhar nas ruas e iniciar a produção dos escudos em casa.

“Os clientes ficaram maravilhados e os colegas interessados. A ideia foi se espalhando e agora todo mundo está querendo colocar [o protetor], inclusive pessoas de João Pessoa”, revelou.

O produto é preso nas borrachas de vedação das portas do carro e vendido por R$ 60. Ele tem um zíper, que possibilita o pagamento da corrida, com o mínimo de contato possível entre motoristas e passageiros.

De acordo com ele, 70 protetores já foram instalados em veículos de transporte por aplicativo somente para profissionais que atuam em Campina Grande.

Rodolfo Ferreira de Lima, de 27 anos, foi um dos primeiros clientes de Ialissom. Além de ter instalado o protetor no carro em que trabalha, ele expôs recomendações que devem ser seguidas para evitar a propagação da Covid-19.

O condutor garantiu que a proteção agradou aos clientes dele, que elogiam a iniciativa. Assim, ele acredita que trabalha com mais segurança, que também é proporcionada aos passageiros.

Determinações para circulação de transportes por aplicativo em Campina Grande

 

A Associação dos Motoristas de Aplicativos da Paraíba (AMApp-PB) estima que, pelo menos, três mil profissionais da área atuem na cidade. A instituição vê com bons olhos a iniciativa e garante que orienta e busca medidas preventivas para garantir a saúde da categoria.

Em Campina Grande, decretos estipularam ações de combate à propagação da Covid-19 para transporte por aplicativos. Veja quais são as medidas restritivas adotadas:

 

  • É obrigatório o uso de máscara para proteção das vias aéreas para motoristas e clientes;
  • O motorista é obrigado a disponibilizar álcool em gel 70% para o passageiro;
  • Fica proibido o uso do ar-condicionado durante o transporte de passageiros. As janelas dos veículos devem ficar abertas;
  • Só será permitido, no máximo, o transporte de dois passageiros por viagem;
  • O banco da frente do veículo não poderá ser ocupado pelo cliente;
  • Após cada viagem, o motorista deve limpar as maçanetas e higienizar o veículo diariamente.

 

 

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