Secretário da Saúde pede que pais não deixem filhos voltar às aulas presenciais no Estado e alerta para risco de infecção por Síndrome Inflamatória grave

Secretário da Saúde pede que pais não deixem filhos voltar às aulas presenciais no Estado e alerta para risco de infecção por Síndrome Inflamatória grave

O Secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo MedeirosO secretário de Estado da Saúde (SES-PB), Geraldo Medeiros, através de vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (5), pediu aos pais que tenham alunos matriculados nas redes de ensino da Paraíba que não liberarem o retorno às aulas presencias. O anuncio veio após os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande autorizarem o retorno do ensino médio a partir do dia 13, além das aulas em universidades que começam nesta segunda.

No vídeo, ele aponta que através da 9ª avaliação do Plano Novo Normal, que passa a vigorar a partir desta segunda, com base em seu Comitê Cientifico, com o retorno das aulas existe um risco das crianças desenvolverem a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica após uma possível infecção pela Covid-19.

“Nos Estados Unidos por exemplo, no espaço de cinco meses houve um aumento de 500% no número de crianças contaminadas. Além disso, nós temos uma nova manifestação tardia da Covid-19 em crianças que é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica em que as crianças manifestam um quadro tardio, geralmente 15 dias após adquirir o novo coronavírus e que se apresenta com sintomas graves, como choques e queda da pressão arterial necessitando de cuidados intensivos.

Geraldo aleta ainda que apesar de ser um percentual pequeno, de 0,6 à 0,7% dos casos, há uma mortalidade elevada nesses casos. Ele citou que o Ministério da Saúde garantiu a vacinação até Janeiro e que, pregando cautela no retorno gradativo das atividades.

“O assessor especial do Ministro Eduardo Pazzuello nos confirmou que em janeiro nós teremos 6 milhões de vacinas e, entre janeiro e junho, temos mais de 100 milhões de vacinas distribuidas em todo o país pelo Ministério da Saúde, digo que esse é mais um elemento de nós termos cautela e aguardamos um pouco mais para liberar as aulas presenciais”, concluiu.

Fonte: Com Wscom

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