Com base em propositura do vereador José Pereira, Câmara de Cabedelo realizou sessão para discutir a doação de órgãos e tecidos

Com base em propositura do vereador José Pereira, Câmara de Cabedelo realizou sessão para discutir a doação de órgãos e tecidos

A Câmara Municipal de Cabedelo, debateu em sessão especial, nesta quinta-feira (26), a Lei 1998/2019 de autoria do vereador José Pereira, que institui a última semana do mês de setembro como conscientização da doação de órgãos e tecidos, e o dia 27 do mesmo mês como o Dia Municipal da Doação de Órgãos.

De acordo com o vereador Pereira, a Lei pretende conscientizar a sociedade da importância da doação, para que no momento decisivo não se tenha dúvidas da necessidade.
 
“A doação de órgãos e tecidos é vista pela sociedade, em geral como um ato de solidariedade e amor. No entanto, no caso de doação após a morte, ela exige a tomada de decisão num momento de extrema dor e angustia motivada pelo impacto da notícia da morte, pelo sentimento de perda e pela interrupção inesperada de uma trajetória de vida, o que acaba sendo uma grande barreira para a necessária concordância da família”, comentou o autor do projeto.

O vereador Pereira, acrescentou ainda que a principal justificativa das famílias para não doar órgãos é o fato de nunca terem conversado sobre o desejo de doar. 

Na sessão, além dos vereadores e do vice-prefeito, estiveram presentes médicos, pacientes com insuficiência renal, autoridades religiosas e a população em geral. 

ÓRGÃOS E TECIDOS QUE PODEM SER DOADOS EM VIDA:

Rim, Pâncreas (parcialmente); Medula Óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue).

Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%); Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais).

COMO DOAR:

Para ser doador após a morte não é necessário nenhuma documentação, mas é fundamental comunicar à própria família o desejo da doação, posto que após o diagnóstico de morte encefálica, a doação só se concretiza após a autorização dos familiares, por escrito, o que na dependência do órgão a ser transplantado exige, por vezes, rapidez.

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde do Estado e controlada pelo Ministério Público.

Fonte: Blog com Ascom

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