Em tempos de pandemia, segurança cibernética na área da saúde preocupa especialistas

Em tempos de pandemia, segurança cibernética na área da saúde preocupa especialistas

A pandemia do coronavírus tem sido encarada como um "prato cheio" para hackers, que exploram a carência de segurança cibernética dos trabalhos remotos. No entanto, um setor específico tem chamado a atenção de cibercriminosos: a área de saúde. Apesar da trégua anunciada por algumas organizações criminosas, os invasores mantêm hospitais e indústrias de saúde no radar - já que estes vêm recebendo doações e recursos de fundos governamentais.

Os ataques ransomware é o meio mais utilizado. Os invasores conseguem acesso ao banco de dados e informações pessoais de pacientes, ameaçando expor as informações caso não recebam a quantia solicitada (em dinheiro ou bitcoins). É possível encontrar credenciais de profissionais de saúde a venda deep web, por exemplo.

"Socorro" global

Em maio, dezenas de líderes globais assinaram uma carta reivindicando auxílio na prevenção de ciberataques contra empresas de saúde. "Convocamos governos globais a tomarem medidas imediatas e ação decisiva para impedir todos os ataques cibernéticos contra hospitais, empresas de assistência e de pesquisa médica, bem como contra equipes médicas e organizações internacionais de saúde pública", diz a carta organizada pelo CyberPeace Institute.

Kaspersky se engajou na causa e anunciou acesso gratuito, por seis meses, de seus produtos de segurança às organizações médicas. Quatro ferramentas de proteção para endpoint e cloud foram disponibilizadas.

Outra empresa que agiu em prol do setor médico foi a Microsoft, enviando alertas a hospitais e outras organizações de saúde vulneráveis a invasões virtuais. A gigante também publicou uma série de recomendações protetivas, indicadas para as mais diversas instituições.

Casos pelo mundo

Fonte: E Hacking News

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